Elegância de avó

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Elegância de avó

Esse dias na TV estava passando “A mulher do lado” (La femme d’à cote- François Truffaut), um filme de 1981, uma história de amor e loucura. Filme de figurino belíssimo, simples e elegante.

A mulher do lado – trailer

A elegância não é limitada, mas percebida. O significado do conceito pode variar de acordo com a cultura, mas alguns códigos são lidos por todos. Roupas bem cortadas, tecidos finos, boa postura e comportamento. Posso até parecer a tua avó falando, mas isso é inegável quando visto em filmes ou fotografias mais antigas.

Digo isso das antigas porque agora a malha matou a elegância. É muito difícil encontrar costureiras e alfaiates e as roupas aparentam bom feitio só até o primeiro uso. Ajeita ali, arruma aqui. O casaco está torto, a camisa curta, a calça larga. Mas e daí, ninguém liga. Quem tem dinheiro compra marcas, e com esse fetiche todo pela juventude, ninguém mais quer usar “roupa de velho”. Então o que se vê são jovens senhoras de mini saias ou calças jeans. Nada contra essas duas peças que são das mais versáteis do guarda roupa feminino, mas levadas ao lugar errado elas são extremamente deselegantes.

Passar roupas virou luxo e cada vez mais queremos roupas simples, que não amassem e que possam ser jogadas na máquina de lavar. Eu sei, é o tempo. Mas é tão bonito ver tecidos finos, bem cortados e costurados. Roupas feitas sob medida não são desperdício de tempo-dinheiro. Quem disse que não temos tempo e que precisamos jogar tudo fora?

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